Sabor de Humor #2








Um pouco de risada para acompanhar o jantar.










No fone.





Esses dias, quando voltava para casa, entrei no ônibus me deparei com uma cena comum: quase todos com fones de ouvido.
Isso me fez pensar em que música cada um poderia estar ouvindo naquele momento.

Ou seja, a questão que veio em minha mente ao ver aquela cena foi: Será que a música que você escuta fala por você?
Canso de ouvir pessoas falarem que tem um gosto eclético, porque no fundo se contarem seu verdadeiro gosto serão zoados ou algo do gênero.
Qual seu estilo de ser? Ele influencia naquilo que você escuta? Por que somos diferenciados por "tribos" e rotulados por gostos musicais?
Tudo bem, eu sei estou enchendo você de questões enquanto deveria trazer respostas, mas vale a pena mesmo criar gêneros e a partir deles rótulos?

Confesso, naquela noite no ônibus eu rotulei alguns, pela maneira de olhar, balançar a cabeça ou se vestir. Me constrangi também e me lembrei da cara de indignação do Jon Foreman (um dos músicos mais geniais que tive o prazer de conhecer) me olhando quando me questionou sobre a música gospel no Brasil e me dizendo o quanto perdemos quando nos fechamos em nosso "mundinho".

Aprenda a ouvir boa música. O que é boa música? Aquela que faz sentido, trás alguma verdade, seja nas letras, no ritmo ou porque ela simplesmente é legal para dançar , sei lá. Mas goste daquilo que você acredita!! Não influencie-se pelo gosto dos outros, simplesmente creia no seu. E olha que esse conselho está vindo de uma das pessoas mais cricris (se posso usar esse termo) com música.

Liberte sua mente e ouvido para coisas novas, você vai se surpreender com o mundo que existe além do seu fone.




.Carol Pardini
@capardini



Arte Cristã?






Sabe, hoje eu estava pensando sobre como Deus é criativo. Pensei na natureza, sendo ela animal ou vegetal, é impressionante, é sobrenatural.
A variedade de plantas, arvores, frutos, folhas, animais, cores e cheiros me surpreende e me fez pensar em como Deus é um cara criativo, e parafraseando com essa idéia, me peguei pensando na falta de criatividade do mundo "Gospel" (não gosto desse termo!), enfim, a falta de criatividade no meio cristão me surpreende, e me espantei quando me prendi na idéia de que estou cansado das músicas cliches que existem nesse meio. Deus é tão criativo, e se nós somos filhos dele herdamos essa criatividade, então por que não exerce-la?
Talvez a religião tenha criado um bloqueio nas pessoas, limitando elas a serem simplesmente o básico.  Penso que a própria igreja ha algum tempo atras, com o fato de não investir e dar crédito ao meio artistico, acabou gerando déficit nessa evolução dentro do meio cristão, o que hoje essa geração está correndo velozmente para recuperar. Vejo que a liturgia e todo o contexto abrangente dentro de cultura religiosa limitou os artistas, em qualquer genero. Os musicos não expressam seus sentimentos, mas procuram fazer aquilo que agrada ao "publico" e o que a igreja quer ouvir! Pintores, pintam aquilo que podem vender e não o que sentem... e assim por diante.
Não consigo entender o por que de tudo ser tão limitado... por que eu só posso adorar a Deus com aquela musica? Por que não posso fazer de outro jeito? Por que não posso tocar assim? Por que não posso criar ou inventar um novo ritmo? Por que? Por que?
Cansado de tanta futilidade, de uma visão pequena que se contenta apenas em conquistar fiéis mas esquece de acompanha-los e de ajuda-los a serem quem Deus quer que eles sejam, e não quem o pastor diz que eles são.
Espero ver um dia a arte invadindo a mente e a vida das pessoas, uma dia onde elas poderão se expressar da maneira que sentirem vontade. Expressoes de amor para um Deus que é amor, não pode ser limitado a pequenas coisas e pequenas frases contidas dentro de uma caixinha de mensagens, isso tudo vai muito além do simples fato de você cantar da boca pra fora uma musica que a igreja te induz, vai além do levantar as mãos e adorar sem o coração, vai além dos atos proféticos e de linguas estranhas, isso diz respeito ao que você É e QUEM você É!
A arte não precisa de um por que ou um pra que, você ja vive por alguma coisa, e eu creio que tudo o que você faz, reflete isso. Só por que sua arte não mostra explicitamente sua fé, não quer dizer que você está negando-a, você não precisa exibir com orgulho uma fé imposta só porque um dia você aprendeu que precisava ser assim, ou caso contrário você estaria negando tudo o que acredita. Não é o fato de expressar ou não, mas sim a motivação com que o faz, não é para que os outros vejam, mas para agradar o coração do Pai.
De que me adiantaria fazer belas artes, sendo que aquilo não reflete a motivação do meu viver?








Helder N. Chil





Sabor de Humor #1

Muitas vezes fico preocupado com o senso apurado das pessoas em relação ao politicamente correto. Vejo muitas pessoas, que, deixaram de aproveitar o sabor do humor por que acham que aquilo não serve mais para elas, pois agora são "religiosas", mas na hora de rir dos outros elas não pensam duas vezes.

Vamos exercitar nosso senso de humor. Lembre-se de que o seu Deus também é alegria.


Fonte Imagem: Um sabado qualquer

A Nova Reforma Protestante




Há algumas semanas, uma revista de grande circulação no país publicou reportagem de capa intitulada A nova reforma protestante. Entre várias opiniões, citações e ideias de diversas pessoas expressas no texto, foi mencionado algo que acontece na igreja que pastoreio: “Os sermões são chamados, apropriadamente, de palestras e são ministrados com recursos multimídia por um palestrante sentado em um banquinho atrás de um MacBook. A meditação bíblica dominical é comumente ilustrada por uma crônica de Luis Fernando Veríssimo ou uma música de Chico Buarque de Holanda”. Não é preciso dizer que alguns manifestaram indignação com o que foi dito na matéria. Já imaginou, disseram, um pregador sentado em banquinho? E como pode alguém fazer uso de idéias “pagãs” para elucidar um conceito sagrado? Que irreverência!
O que algumas pessoas que pensam assim não percebem é que há tanto tempo se encontram enclausuradas num modelo cultural de ser igreja que não conseguem mais distinguir entre o que é princípio bíblico e o que é modelo cultural construído ao longo dos anos. Por exemplo, pregar a Palavra de Deus com fidelidade é um princípio bíblico. Mas pregá-la de terno e gravata, atrás de um enorme e elevado púlpito de madeira, é um modelo cultural. Quem pensa assim passou a entender que a missão da Igreja é a manutenção das formas religiosas – sejam elas provenientes da cultura europeia do século 16 ou do caldo pop evangélico desenvolvido nas últimas décadas. E assim, a missão de comunicar o Evangelho àqueles que se encontram inseridos no mundo real tornou-se secundária ou esquecida.
Segundo Atos 2, Pedro, diante de uma multidão de judeus, pregou o Evangelho fazendo uso da cultura desenvolvida nas sinagogas judaicas. Desde o início de sua mensagem, o apóstolo afirma que iria “esclarecer” algumas coisas. Ou seja, ele não se propõe a apresentar algo novo, mas lançar novas luzes sobre tudo o que já conheciam. Citou profetas do Antigo Testamento, sem qualquer preocupação em explicar que foram aqueles homens do passado – afinal, seus ouvintes os conheciam e respeitavam. Além disso, termina usando um conceito judeu, ao apresentar Jesus como “o Cristo”. E, assim, presenciou três mil conversões.
Alguns capítulos adiante, lemos que Paulo, em Atenas, pregou para uma plateia formada pela elite pensante da época. Falou do mesmo Evangelho, mas em um formato bem diferente. Diante do areópago grego, começou perguntando o que se encontra na mente e no coração das pessoas. Em seguida, fez uso de conceitos que pertenciam à história e à cultura helênica, para só então apresentar o “Deus desconhecido”. O impacto da palavra de Paulo é impressionante! Alguns resistem fortemente, mas outros se rendem ao Evangelho.
O que aconteceria se Pedro fizesse sua famosa pregação do dia de Pentecostes no areópago de Atenas? Provavelmente, os atenienses o desprezariam, pois não entenderiam o discurso. Não faria qualquer sentido para eles citações do profeta Joel ou do rei Davi, pois tais personagens lhes eram absoltamente desconhecidos. E falar em um Cristo, figura que não pertencia à tradição ateniense, teria como resultado incompreensão ou indiferença. Por outro lado, um Paulo falando em “Deus desconhecido” diante de judeus na festa de Pentecostes provavelmente seria apedrejado. Os ouvintes ficariam indignados por ver conceitos pagãos sendo empregados em referência aos ensinos dos personagens do passado hebreu registrados nas Escrituras do Antigo Testamento.
Hoje, muitos cristãos e igrejas vivem inseridos na cultura da sinagoga. Observam formatos litúrgicos que foram desenvolvidos ao longo dos anos a fim de que todos os iniciados na fé sintam-se confortáveis. Na verdade, são conceitos e palavras perfeitamente compreensíveis àqueles que já participam do ambiente há muitos anos; tudo é feito tendo em vista este público interno, os iniciados que conhecem os símbolos suficientemente.
O grande problema é que vivemos no areópago. Assim, a Igreja que entende que a essência de sua missão é a comunicação do Evangelho aos que a cercam precisará aceitar o desafio de pregar perante o areópago. Isso, certamente, gerará certo desconforto aos iniciados, pois demandará mudanças, maior conhecimento e sensibilidade para com a cultura daqueles que queremos alcançar – e poderá, até mesmo, levar alguns pregadores a trocar os púlpitos por banquinhos, usar um MacBook ao lado da Bíblia e citar Luis Fernando Veríssimo e Chico Buarque de Holanda a fim de ajudar seus ouvintes a entender mais facilmente a mensagem da salvação.